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15/03/2021

Produção industrial do Paraná mantém ritmo de crescimento em janeiro

Cinque Terre

Alta em relação a janeiro do ano passado foi de 11,5%. Já são cinco meses seguidos de resultado positivo em busca da recuperação das perdas acumuladas com a pandemia

A indústria do Paraná segue em forte ritmo de recuperação, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10/3) pelo IBGE. Na comparação com janeiro do ano passado, o crescimento foi de 11,5%. Resultado positivo também na variação mensal, contra dezembro de 2020, de 1,5%. Os números estão bem acima do resultado nacional, que foi de 2% e 0,4%, respectivamente. Apesar da boa fase, a indústria ainda não conseguiu recuperar todas as perdas acumuladas desde março do ano passado em função da pandemia. Nos últimos 12 meses, o registro ainda é de queda de 2%.

Toda a região Sul teve comportamento de recuperação na variação mensal, com Rio Grande do Sul em alta de 1,9%, e Santa Catarina, de 1%. Dos 14 estados avaliados pelo IBGE, o maior crescimento em relação a dezembro de 2020 foi em Pernambuco (3,6%). Já a maior queda foi no Espírito Santo (+13,4%).

Evânio Felippe, economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), considera mais importantes os resultados em relação ao mesmo mês do ano anterior. “Esta avaliação mostra como está o crescimento da atividade produtiva no ano e quais os setores que se sobressaíram”, informa. A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos acumulou a maior alta, 36%, quando comparada com janeiro de 2020. Destaque para eletrodomésticos, fogões e cabos de rede.

A fabricação de máquinas e equipamentos também desempenhou bem, com elevação de 31%, principalmente por conta de colheitadeiras para o agronegócio. O segmento automotivo teve boa notícia este mês. Somou 28% de crescimento em relação a janeiro de 2020, puxado pela produção de automóveis, caminhões-trator e caminhões. Fechando os bons resultados do mês, o setor da madeira melhorou em 27% o resultado anterior.

O destaque negativo ficou por conta do setor de alimentos, principal atividade industrial do Paraná e responsável por puxar a recuperação da indústria no ano passado, com queda de 7,3%. É a primeira queda em 24 meses. “Esse desempenho pode estar atrelado ao baixo dinamismo do comércio internacional. Houve queda no valor e no volume das exportações do estado em janeiro. Se considerarmos que quase 50% de tudo que o Paraná vende para fora do país é oriundo da agroindústria, principalmente soja e carnes, uma redução na comercialização destes produtos impacta diretamente na produção dentro das fábricas”, avalia o economista.

Felippe é cauteloso ao avaliar como deve se comportar o setor nos próximos meses. “A tendência na indústria depende do ritmo de imunização da população e do controle da pandemia, que está com aceleração no ritmo de contágio neste momento no estado”, analisa. Ele observa ainda a dificuldade na implementação de políticas de auxílio imediatas para empresas e pessoas físicas como um empecilho à recuperação do setor. “A falta de recursos influencia na atividade de consumo na ponta e, consequentemente, na produção das indústrias. “Uma piora nos indicadores de contaminação pela Covid-19 no estado pode afetar setores como comércio e serviços e impactar as vendas da indústria”, reforça.

Outro fator que chama a atenção é a elevação dos custos de produção. A variação do câmbio de janeiro de 2020 (cada dólar custava em média R$ 4,149) para 2021 (passou para R$ 5,356) chegou a 29%. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que é o preço da venda dos produtos recebido por quem fabrica, acumula 23% de elevação nos últimos 12 meses. “A diferença entre a variação da taxa de câmbio e o preço recebido pelo industrial mostra o descompasso entre o custo de produção da indústria e a capacidade de repassar esses custos na ponta”, destaca.

Segundo ele, pela própria condição do mercado e para não perder competitividade, o empresário encontra dificuldades para repassar estes custos de produção. Seja os gerados por conta de variação cambial, do aumento no preço dos combustíveis, energia elétrica e com a compra de insumos cotados em dólar. “Essa redução na rentabilidade pode impactar na sua capacidade de investimento nos próximos meses”, completa.

Fonte: Agência Fiep

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